“Você me deixa confusa. Me faz esquecer de tudo que já vivi de ruim por amor, e me faz reviver tudo isso de novo. Eu estou tão perdida em relação aos meus sentimentos. É tanto quê confundido com dê, tantas palavras trocadas e tantas vírgulas sobrepostas em cima de pontos. Pois é, cada hora era uma coisa: eu ficava bem, mal, bem, mal, bem mal. Nunca bem bem. E isso começou a mudar. Por coincidência, bem quando você apareceu. Mas me diga uma coisa, como posso amar alguém que jamais entendi, e que talvez nem entenderei? Já disse e digo de novo: esse tal de amor não é pra mim. Nunca foi, e nunca será.”
“Guardei os bilhetes, presentes e as fotos. Guardei o que tinha para guardar. E aprendi que é possível guardar até mesmo as pessoas, ainda que seja dentro de nós.”
“Eu desisto de entender você. Cara, você deve ser a pessoa mais complicada do mundo. Quantas vezes eu já disse isso pra você? Você tem um orgulho que te consome. Nem vem dizer que eu tenho o meu, porque eu sempre engoli ele por tua causa. Você tem um sério problema de não conseguir dar o braço a torcer. É claro que as tuas amigas não me suportam, é claro que elas dizem que eu não presto. Eu sou sempre o filho da puta. O babaca do Stubb que nada sente, nada vê. Robin, eu sou louco por você. Foda-se. Eu devo estar surtando, pirado, doente… Mas eu gosto até do seu jeito difícil e complicado. Das tuas manias estranhas, do teu humor que por incrível que pareça, tá sempre bom. Eu sou mal humorado, conto piadas toscas, sou escroto. Você é o contrário disso. Você tem milhares de pessoas por você. Sei lá, Robin, você é meio… Cara, é complicado. Mas eu sei que por incrível que pareça, sou eu quem tu procura. Tu deixa teu orgulho de lado e volta, sempre volta. Ou nem deixa, aí tô eu te procurando. Mas te procuro porque eu sei que ninguém é mais idiota do que eu, ninguém te faz rir como eu. E você também sabe disso. E é claro, ninguém te tem como eu. Pode me xingar, pode até parar de falar comigo. Desde que tu continue sempre voltando, tá tudo bem.”